domingo, dezembro 30

Nem sei


Faz frio lá fora. Um frio absurdo que me congela e arrepia de todas as formas, de todas as maneiras. Tenho-me anestesiado desse amor incondicional que nutres pela minha pessoa e desse silêncio que teimas em trocar comigo. 
Estes meses todos de silêncio, de sentimentos contraditórios, do estado melancólico causado pela falta da tua pessoa; causado pela falta de tudo o que era teu, de tudo o que te pertencia, só fizeram com que desistisse, não de ti, mas daquilo que já não havia. Daquilo que era inexistente. 
Acredito, agora, que poderá fazer frio lá fora, que o calor dentro das quatro paredes do meu quarto, repletas de tudo o que é teu, me irão aquecer. E que das vezes que contemplar a janela e conseguir observar o teu rosto, a transparecer sobre o vidro, não irei duvidar daquilo que duvidei estes meses todos. 
Mas sabes... aquele teu silêncio, a forma como me desprezavas nos olhares, a forma como te iludiste, mesmo do que era errado, a forma como foste egoístico contigo, perfuraram-me cá dentro. Magoaram-me. E agora, agora o meu mundo mudou. 

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